A cobrança de impostos no Brasil aumenta ano a ano. E o exemplo ruim vem sendo seguido por outros países latino-americanos. Entre 1990 e 2009, a carga de tributos exigidos dos cidadãos e das empresas passou de 14,9% para 19,2% da produção da região, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB). O dado faz parte do estudo Estatísticas tributárias na América Latina, feito pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) com 12 países. Esse nível de cobrança ainda é baixo, em comparação com o adotado nas nações desenvolvidas. Entre os 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a carga tributária se aproxima dos 34% do PIB. Brasil e Argentina estão próximos desse nível, mas seus governos oferecem serviços sociais e infraestrutura muito piores que os europeus. “Os países desenvolvidos também são mais justos na cobrança dos impostos”, diz Fernando Steinbruch, diretor do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Eles tributam mais a renda e o patrimônio. O Brasil e a América Latina tributam mais o consumo. Isso pune os pobres, que gastam uma fatia proporcionalmente maior de sua renda com itens de consumo.
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Com a proximidade da Rio+20 que debaterá questões relativas ao uso q