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20 | MAIO | 2012
  • Postado em:08/09/2011

    Tribunal condena Galliano a pagar 6 mil euros por injúrias antissemitas


    Estilista britânico foi julgado por incidentes ocorridos em outubro de 2010 e fevereiro de 2011 em um bar da capital francesa, que acabaram custando sua demissão da Dior

    Por Agência EFE

     

    O Tribunal Correcional de Paris condenou nesta quinta-feira (08/09) o ex-diretor de criação da Christian Dior John Galliano a uma multa de 6 mil euros por injúrias racistas e antissemitas.

    O estilista britânico foi julgado por incidentes ocorridos em outubro de 2010 e fevereiro de 2011 em um bar da capital francesa, que acabaram custando sua demissão da casa de moda e também a saída da companhia que leva seu próprio nome.

    Pelo primeiro dos fatos, Galliano foi condenado a pagar 2 mil euros (R$ 4,6 mil), e pelo segundo, outros 4 mil (R$ 9,2 mil). O julgamento havia ficado pronto para a sentença em 22 de junho, em uma audiência na qual o estilista pediu perdão pelos crimes que cometeu e reconheceu que se encontrava sob o efeito de uma mistura de álcool e remédios, razão pela qual alegou não se lembrar dos incidentes.

    Galliano não compareceu nesta quinta-feira ao Palácio de Justiça para evitar as câmeras e jornalistas que transformaram as audiências anteriores em um circo midiático que tinha como protagonista o "enfant terrible" do mundo da moda.

    A promotoria havia pedido uma sentença de um mínimo de 10 mil euros (cerca de US$ 14 mil) e seis meses de prisão que poderiam ser imputados ao estilista.

    O juiz acrescentou nesta quinta-feira que Galliano deverá pagar um euro a cada uma das três vítimas de seus insultos a título de reparação de danos simbólica, a mesma quantia que deverá ser desembolsada às cinco associações antirracismo que integraram o processo como parte civil.

    Por conta da denúncia apresentada contra ele em fevereiro, o jornal britânico "The Sun" disponibilizou na internet um vídeo amador no qual o estilista, aparentemente bêbado, elogiava a figura de Hitler.

    Esse episódio desencadeou sua demissão da casa Dior pelo "caráter particularmente odioso do comportamento e das declarações sustentadas" por Galliano, que se retirou da vida pública e seguiu posteriormente para um tratamento de reabilitação no Arizona (EUA) e na Suíça. 

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