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A pergunta é: Como manter vivo o reisado tipicamente nordestino? A manifestação que conta a saga dos três reis magos marcou inúmeras gerações com os tenebrosos mascarados “caretas” ainda encontra novos adeptos. A resposta de que a manutenção da cultura pode estar na inclusão social pode ser conferida nesta quarta e quinta feira, dia 17 e 18 de dezembro, em apresentação dupla do reisado Mãe Feliciana, no cruzamento da rua Coelho de Rezende com Avenida Frei Serafim, sempre às 19h.
As intervenções no espaço urbano por uma expressão íntima e regional do reisado serão acompanhadas pela banda musical Maestro Duda no dia 17, e pelo grupo de dança Pastoril, no dia 18.
Nas duas noites, o reisado Mãe Feliciana exibirá o fruto do trabalho realizado na Comunidade Boquinha, que fica na Região Rural de Teresina. Lá, crianças e jovens ganham uma oportunidade de se envolverem como cultura, em atividade que atravessa o passatempo até se tornar manutenção de identidade.
“As atividades que realizamos lá – desde a produção das fantasias, dos bonecos e dos objetos, ajudam a manter a cabeça dos meninos ocupados. E faz com que eles não esqueçam de onde vieram, e o que são”, disse Mestre Francisco Tito, na aprsentação do Mãe Feliciana do último dia 15, também no passeio da Frei Serafim.
Se existem questionamentos sobre como as gerações mais jovens podem assimilar uma expressão artística antiga, José Maxwell Santos e Wanderson Nunes – ou os “caretas mais jovens do Brasil”, de seis e sete anos respectivamente, encerram as dúvidas. “Eu adoro o reisado. É legal porque aqui a gente pode dançar e bater no peão”, diz Wanderson Nunes, o mais velho da dupla.
Quanto aos resgates lembranças nos mais velhos, o semblante maior é de dona Vitória Furtado, de 62 anos. Ao assistir a última apresentação do Mãe Feliciana, prometendo voltar na noite desta quinta-feira, não escondeu a comoção. “Eu choro vendo isso. Vendo a pureza, a inocência, a brincadeira. Tudo que celebrávamos há 50 anos atrás em Uruçuí, no Piauí e em Benedito Leite, no interior do Maranhão. É a minha infância e é a minha história.” – e conclui, emocionada mas com precisão “E sei de que muita gente também”.
Nesse ano, que tal conhecer melhor o estado em que você mora?[+] detalhes
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